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Você se autossabota? Descubra as formas de autossabotagem que talvez você nem sabia que tinha.

Atualizado: 20 de fev.

Nos processos terapêuticos que atendo, a autossabotagem provavelmente deva ser a queixa que seja a mais comum dentro todas as dores dos pacientes, seja quando ele chega até mim por ansiedade, dependência emocional, insônia, depressão, transtornos sexuais ou falta de foco/motivação.


Defino a autossabotagem como "o ladrão sorrateiro de oportunidades, que, no silêncio do autoquestionamento, rouba chances de prosperidade e crescimento pessoal", mas essa é uma visão poética minha, embora a definição técnica seja " o comportamento consciente ou inconsciente de colocar obstáculos nas tarefas importantes que você precisa realizar ou na maneira como você se vê e se coloca diante do mundo. Ela pode ser descrita pela combinação de sentimentos e pensamentos negativos acompanhados de comportamentos autodestrutivos".


Após tantos anos de experiência e avaliando o que vou captando durante as sessões, três maneiras aparecem com muita recorrência:


Comparação Excessiva com Conquistas Passadas:

  • Tendência a medir o valor próprio apenas com base em realizações passadas, resultando em insatisfação constante.

Medo de Sair da Zona de Conforto:

  • Resistência a desafios ou mudanças significativas, levando a uma vida estagnada e falta de crescimento pessoal.

Autonegação de Reconhecimento:

  • Recusa em aceitar elogios ou reconhecimento positivo, minando a validação externa e perpetuando a autossabotagem.e gerenciando os dados que recebo três me chamam.


É impressionante que após as sessões, o comportamento modifica junto com o sintoma das queixas que motivaram o as atendimentos, porém estes padrões de autossabotagem, que a primeira vista deveria ser aquilo que mais impactaria a vida da pessoa, praticamente passa despercebido.


Acabei criando uma lista que pensei ser grande, foi maior do que esperava, que acabou em muitos itens, porém, como acabei citando aqueles três primeiros, compartilho os outros aqui abaixo.


Proponho como atividade prática que vc recrie a lista para você com aqueles pontos que afetam você e que você não tinha consciência.


Estou buscando formas de ajudar o maior número de pessoas a superarem estes pontos, devido a dor e aos resultados frustrantes que experimentam na vida. Por isso, se possível, comente quantos itens você percebeu na lista que fazem parte da sua vida. E para aumentar ainda mais estes dados para que eu possa desenvolver as melhores ferramentas e estratégias, compartilhe com aqueles que você acredita que faria diferença saber disso.


Vamos juntos!



LIsta dos comportamentos autossabotadores mais presentes nos atendimentos da Clínica Rafael Haddad:


Dificuldade em Aceitar Feedback Construtivo:

  • Tendência a interpretar feedback como crítica pessoal, resultando em resistência à melhoria contínua.

Visão Limitada de Possibilidades:

  • Restrição do pensamento a soluções únicas, limitando a capacidade de encontrar alternativas viáveis em situações desafiadoras.

  • Reação desproporcional a falhas menores, levando à desmotivação e à interrupção prematura de esforços.

  • Subestimação das habilidades criativas, resultando na evitação de atividades que envolvam expressão artística ou inovação.

  • Dificuldade em reconhecer e respeitar limites pessoais, resultando em sobrecarga e esgotamento constante.

  • Recusa em aceitar oportunidades que envolvam desafios significativos, perpetuando um ciclo de estagnação.

  • Resistência a adaptar pensamentos e comportamentos, levando à inflexibilidade diante de mudanças necessárias.

  • Adoção de máscaras sociais para se encaixar, resultando em uma desconexão com a própria identidade verdadeira.

  • Busca incessante por validação externa, resultando em decisões e ações motivadas pelo desejo de agradar aos outros.

  • Crença limitante de que a capacidade de aprendizado é fixa, impedindo a busca por novos conhecimentos e habilidades.

  • Tendência a permitir invasões de limites pessoais, resultando em relacionamentos desequilibrados e frustração.

  • Tendência a evitar responsabilidades e consequências de decisões, prolongando problemas e dificuldades.

  • Estabelecimento de padrões perfeccionistas inatingíveis, resultando em insatisfação constante com o próprio desempenho.

  • Desconforto ao receber elogios genuínos, levando à subvalorização do próprio valor.

  • Desconsideração das próprias sensações e intuições, resultando em decisões desconectadas do verdadeiro eu interior.

  • Repetição de padrões autossabotadores sem aprender lições valiosas de experiências anteriores.

  • Resistência a exercícios físicos desafiadores devido ao medo de fracassar ou de não atender a padrões idealizados.

  • Desprezo pela importância do autocuidado emocional e mental, resultando em saúde mental precária.

  • Resistência à busca de aconselhamento terapêutico ou coaching, impedindo o suporte necessário para o desenvolvimento pessoal. Afinal, a sensação de !estou errado(a), é muto desconfortável.

  • Recurso a comportamentos prejudiciais à saúde, como consumo excessivo de álcool, tabagismo ou uso de substâncias.

  • Ruminância excessiva sobre erros passados, levando a uma constante sensação de culpa e arrependimento.

  • Desconexão com os próprios valores, resultando em decisões inconsistentes e falta de alinhamento com o verdadeiro eu. ( Tanto que geralmente em minha 4a sessão trabalho os valores pessoais do meu paciente).

  • Aceitação passiva de derrotas, sem esforço para buscar soluções ou aprender com as adversidades.

  • Falta de celebração de pequenos sucessos diários, contribuindo para a sensação contínua de insuficiência.

  • Preocupação excessiva com o futuro, acompanhada por expectativas catastróficas que inibem ações positivas no presente.

  • Dificuldade em ser compassivo consigo mesmo, resultando em uma abordagem autocrítica implacável.

  • Resistência em reconhecer e comunicar necessidades pessoais, resultando em insatisfação constante nas relações interpessoais.

  • Supressão de interesses e paixões pessoais, levando a uma vida sem significado ou propósito.

  • Desvalorização do próprio mérito ao atribuir sucessos a sorte ou circunstâncias externas.

  • Tomada de decisões financeiras prejudiciais, resultando em dificuldades econômicas desnecessárias.

  • Resistência à abertura emocional em relacionamentos, levando a uma barreira na construção de conexões profundas.

  • Incapacidade de apreciar o presente, concentrando-se excessivamente nas preocupações passadas ou futuras.

  • Desconsideração de feedback positivo, resultando em um ciclo de desvalorização constante.

  • Avaliação constante em relação às expectativas sociais, resultando em sentimentos de inadequação.

  • Desconhecimento do potencial pessoal, resultando em autolimitação e falta de ambição.

  • Desvalorização da relevância de conexões sociais na promoção do bem-estar emocional.

  • Tendência a desistir facilmente diante de desafios, resultando em uma vida de oportunidades não realizadas.

  • Resistência a mudanças inevitáveis na vida, resultando em estagnação e desconforto.

  • Desvalorização das próprias capacidades intelectuais, resultando em hesitação ao enfrentar desafios cognitivos.

  • Supressão de necessidades emocionais básicas, levando a relacionamentos superficiais e insatisfatórios.

  • Comportamentos que prejudicam o desempenho acadêmico, como procrastinação constante e falta de comprometimento.

  • Desvalorização dos próprios esforços, resultando em falta de motivação para continuar trabalhando em metas pessoais.

  • Avaliação constante com base nas expectativas dos pais, levando a uma busca interminável por aprovação.

  • Resistência em compartilhar sentimentos vulneráveis, resultando em relacionamentos superficiais e falta de intimidade emocional.

  • Tendência a recuar diante de oportunidades devido ao medo do desconhecido, limitando o crescimento pessoal.

  • Desconhecimento da própria capacidade de se recuperar de adversidades, resultando em desesperança frente a desafios.

  • Dificuldade em identificar e focar em prioridades, levando a uma distribuição ineficaz de tempo e energia.

  • Desconsideração da sabedoria interna, resultando em decisões que vão contra o próprio instinto.

  • Avaliação constante em relação às conquistas de outras pessoas, resultando em sentimentos de inadequação.

  • Desvalorização da coragem pessoal ao enfrentar desafios, resultando em subestimação constante.

  • Ignorância das necessidades físicas pessoais, levando a esgotamento físico constante.

  • Reação intensa de autocrítica ao se comparar com outras pessoas, resultando em uma baixa autoestima.

  • Resistência em dar os primeiros passos em direção a mudanças positivas, perpetuando a estagnação.

  • Desconhecimento da autenticidade pessoal, resultando em uma vida alinhada com expectativas externas.

  • Tendência a evitar confrontos e conversas difíceis, prejudicando a resolução de conflitos interpessoais.

  • Dificuldade em definir limites emocionais com outras pessoas, resultando em relações desequilibradas.

  • Avaliação constante em relação a padrões de beleza inatingíveis, resultando em insatisfação com a aparência física.

  • Subestimação das próprias experiências, levando à falta de reconhecimento do crescimento pessoal.

  • Tendência a rejeitar feedback negativo, resultando em uma falta de oportunidade para aprendizado e crescimento.

  • Desprezo pela importância do lazer e momentos de diversão, resultando em uma vida monótona.

  • Comportamentos que prejudicam relacionamentos românticos, como insegurança constante ou medo de compromisso.

  • Desconexão com os próprios desejos e aspirações, resultando em uma vida sem direção clara.

  • Dificuldade em estabelecer limites saudáveis, levando a um excesso de compromissos e sobrecarga.

  • Avaliação constante com base em realizações passadas, resultando em uma falta de reconhecimento do crescimento atual.

  • Subestimação dos desafios superados, resultando em falta de apreciação pela própria resiliência.

  • Desconhecimento da própria capacidade de lidar com emoções intensas, levando a uma sensação de vulnerabilidade constante.

  • Tendência a evitar qualquer situação desconfortável, limitando o crescimento pessoal e a autoconfiança.

  • Falta de reconhecimento e celebração de conquistas pessoais, contribuindo para uma visão distorcida do próprio valor.

  • Desprezo pela importância das habilidades sociais, resultando em relacionamentos interpessoais prejudicados.

  • Avaliação constante em relação às normas sociais, levando a uma vida guiada por expectativas externas.

  • Desconhecimento dos próprios talentos e habilidades, resultando em subvalorização constante.

  • Tendência a desmerecer elogios recebidos, resultando em uma incapacidade de internalizar validação positiva.

  • Desprezo pela necessidade de descanso e recuperação, levando a uma vida constantemente sobrecarregada.

  • Avaliação constante em relação a padrões de produtividade inatingíveis, resultando em constante insatisfação com o próprio desempenho.

  • Desconhecimento dos próprios limites emocionais, resultando em exaustão e esgotamento mental.

  • Resistência em mostrar vulnerabilidade no ambiente de trabalho, prejudicando relações profissionais e oportunidades de crescimento.

  • Resistência a ajustes no plano de vida, levando a uma sensação de perda de controle diante de mudanças inevitáveis.

  • Desprezo pela necessidade de comunicação clara, levando a mal-entendidos e conflitos interpessoais.

  • Desconhecimento da própria capacidade de se recuperar emocionalmente, levando a uma sensação de fragilidade constante.

  • Avaliação constante em relação a padrões de felicidade idealizados, resultando em insatisfação com a própria vida.

  • Desprezo pela necessidade de uma rotina saudável, contribuindo para problemas de saúde física e mental.

  • Tendência a duvidar da sinceridade dos elogios recebidos, resultando em uma falta de confiança nas próprias realizações.

  • Desprezo pela necessidade de atividades de lazer criativas, resultando em uma vida monótona e desprovida de inspiração.

  • Avaliação constante em relação a padrões de sucesso inatingíveis, resultando em uma sensação de constante inadequação.

  • Desconhecimento dos próprios avanços, contribuindo para uma visão distorcida do próprio desenvolvimento pessoal.

  • Tendência a suprimir conflitos internos, resultando em uma falta de resolução de questões emocionais pendentes.

  • Dificuldade em aceitar falhas sem entrar em um ciclo de autocrítica intensa, prejudicando a autoestima.

  • Desprezo pela necessidade de exercícios físicos regulares, contribuindo para problemas de saúde e falta de vitalidade.

  • Avaliação constante em relação a ideais de beleza corporal, resultando em insatisfação com a própria imagem.

  • Desconhecimento da própria capacidade de compreender e lidar com emoções, levando a um desequilíbrio emocional.

  • Resistência em mostrar vulnerabilidade nas relações familiares, prejudicando a construção de laços profundos.

  • Desprezo pela necessidade de autenticidade no ambiente de trabalho, resultando em falta de satisfação profissional.

  • Tendência a recusar ajuda, associando-a a uma sensação de fraqueza, resultando em sobrecarga pessoal.

  • Desprezo pela necessidade de explorar e apreciar diferentes experiências culturais, contribuindo para uma vida monótona.

  • Desconhecimento da própria habilidade de enfrentar e superar desafios, levando a uma falta de confiança na própria resiliência.


É claro que existem muitas outras nuances, porém estas mostram toda a profundidade do problema.

Compartilho para que um pouco mais de autoconhecimento se espalhe por todos nós. E se me perguntar sobre se eu possuo alguma, devo dizer que tenho, claro. inclsive algumas que nem estão na lista!


Mas sabe o que me anima? Todo problema tem solução. E eu amo solucioná-los. Dá uma sensação de resolver um quebra-cabeça complexo. E é por isso que sistematicamente, o autodesenvolvimento faz parte da vida.


Vamos juntos!


Atenciosamente, Rafael Haddad.


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